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Repensar a segurança pública no Brasil de hoje

Apresentação:

O problema da segurança está no nosso dia a dia de várias formas. Ouvimos familiares e amigos contando histórias de assaltos, ligamos a televisão e vemos histórias de violência nas ruas e dentro de várias casas, ouvimos o governo estadual e federal falar sobre políticas para enfrentar essa situação. Vivemos em muitos momentos com uma sensação de insegurança. As maneiras como pensamos, discutimos, imaginamos os problemas de segurança pública influenciam diretamente os caminhos que percorremos como sociedade para tentar mudar essa realidade. No entanto, as diversas soluções até hoje apresentadas e construídas pela maior parte da mídia, dos políticos e por certos especialistas em segurança pública não resultaram em menos insegurança. Será possível olhar para a questão da segurança de outra maneira?


Se prender em massa pessoas acusadas de crimes resolvesse a questão da segurança, seríamos uma das sociedades mais seguras do mundo, pois já temos a terceira maior população do planeta atrás das grades. Se fazer operações policiais em locais suspeitos de serem pontos de venda e distribuição de drogas mudasse o controle de atores armados em certos bairros das cidades, estaríamos livres dos problemas a eles relacionados, dado que a frequência e a truculência de tais operações têm crescido exponencialmente nas últimas décadas. Se câmeras nas ruas vinculadas a empresas privadas de segurança diminuíssem roubos e furtos, estaríamos andando pelas ruas tranquilos com o celular na mão, já que cidades como São Paulo e Rio de Janeiro são repletas destes equipamentos em diversos bairros. Quem vive nas nossas cidades sabe: essas medidas não diminuíram a insegurança. Temos mais pessoas perdendo a liberdade, sendo vigiadas, e tornando-se vítimas de violência praticada pelo Estado, enquanto seguimos com medo de diversas formas de violência no dia a dia.


Você está interessado em novas perspectivas sobre o problema de segurança que em geral não são debatidas na mídia ou apresentadas pela maior parte dos políticos? Como podemos repensar os problemas de segurança pública e os caminhos para suas possíveis soluções? Como repensar segurança no âmbito público, como nas ruas de São Paulo, e na esfera privada, dentro das nossas próprias casas? Este curso é um convite para juntos, ao longo de cinco aulas, debatermos o presente e os futuros dos problemas de segurança pública baseado em conhecimento científico e na comparação entre experiências de diferentes contextos sociais e países. Não é preciso ter nenhum conhecimento prévio: é um curso voltado para todas as pessoas interessadas no tema e abertas a sair dos lugares comuns para debater a fundo essas questões.

Resumo do Programa:

Aula 1 (05/05): Roubos e furtos nas cidades brasileiras

Aula 2 (12/05): O crime organizado no Brasil

Aula 3 (19/05):  A venda e o consumo de drogas nas cidades

Aula 4 (26/05): Violência de gênero nas ruas e nas casas

Aula 5 (02/06): Violência policial

Professores:

O curso é organizado e ministrado por pesquisadoras e pesquisadores do LADIRE, com trajetória acadêmica no Brasil e no exterior, ampla experiência nos temas e atuação docente em diferentes níveis.

Alexandre Martins, diretor de projetos do LADIRE, é doutor em Sociologia Global pela Freie Universität Berlin (Alemanha), mestre em Sociologia e bacharel em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo. Foi professor de cursos de mestrado e bacharelado na Freie Universität Berlin e na Humboldt-Universität zu Berlin. É atualmente pesquisador visitante na Heidelberg Universität (Alemanha).

 

Pedro Camargos, diretor executivo do LADIRE, é doutorando e mestre em Sociologia pela Universidade de São Paulo. É advogado, graduado em Direito pela Universidade de São Paulo. Foi pesquisador visitante no Centro para o Estudo de Direito e Sociedade, da Universidade da Califórnia, Berkeley (EUA).

 

Mariana Amaral, pesquisadora associada ao LADIRE, é doutoranda em Antropologia na Universidade de Princeton (EUA), mestre em Sociologia pela Universidade de São Paulo e bacharel em Direito pela mesma universidade. Atualmente, é fellow do Brazil LAB e da Human Rights Initiative, ambos na Universidade de Princeton.

 

Marcela Farina, professora convidada, é advogada criminalista, mestranda em Criminologia pela Universidade de São Paulo e coordenadora do Centro de Estudos Punição e Estrutura Social (CEPES/USP).

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quando? Terças-feiras, de 05/05 a 02/06
qual horário? das 19h às 21h
onde? Aulas online, ao vivo

As gravações das aulas serão disponibilizadas para os inscritos por um mês.

valor: R$ 149,90 | R$120,00
certificado de 10h/aula

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